Mil e novecentos cavalos. Uma nova assinatura acústica.

Os números do hipercarro italiano são extraordinários. São 1.900 cavalos distribuídos por quatro motores elétricos, um em cada roda. A aceleração de zero a 100 km/h é cumprida em impressionantes 1,89 segundo — rivalizando de igual para igual com o arranque de um carro de Fórmula 1 — e a velocidade máxima chega a 350 km/h.

O futuro do gran turismo é tátil. Não auditivo.

Cento e cinquenta unidades

A produção do Battista é limitada a 150 unidades — 50 para a América do Norte, 50 para a Europa, 50 para Ásia e Oriente Médio. Cada carro é montado artesanalmente no ateliê de Cambiano, o mesmo endereço onde a Pininfarina desenha automóveis desde 1930. O preço por unidade — na casa dos €2,2 milhões antes de impostos — coloca o Battista entre os hipercarros mais caros do mundo. Mas o que está em jogo não é só a etiqueta: é a aposta de que o gran turismo elétrico pode preservar a alma do que a Pininfarina sempre fez — não pela performance isolada, mas pela proporção. Pela linha. Pelo silêncio que ressoa.

Uma nova gramática de luxo

Para o mercado global de hipercarros — historicamente organizado em torno do som do motor, do rugido como assinatura — o Battista propõe uma inversão. Quem compra um Battista não está comprando um carro elétrico nem um italiano genérico: está comprando um Pininfarina, nome de design, não de motor. É uma escolha estética, no sentido mais antigo da palavra — a de que a forma, e não o barulho que ela produz, é o que resta quando a potência deixa de ser novidade.